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Tendências do mercado de carbono

ALTERA O
TAMANHO DA LETRA

18/2/2010 - Maurik Jehee - Gestão para Sustentabilidade

Para empresas que querem ingressar nesse mercado agora é o melhor momento para iniciar projetos
 
Depois da COP 15, reunião que aconteceu em Copenhague em dezembro de 2009 na qual os países se encontraram para tratar de mudanças climáticas,  ficamos com aquela sensação de frustração que já foi tão comentada. Não houve um acordo satisfatório sobre a questão e num primeiro momento isso poderia ter afetado negativamente o Mercado de Crédito de Carbono derrubando os preços, mas isso não aconteceu. Nessas circunstâncias é normal nos perguntarmos: e agora? Podemos olhar essa questão como um copo com a água meio cheio ou meio vazio.
 
Os mais pessimistas diriam que os preços no mercado estão estáveis, num preço médio, ou seja nem alto nem baixo, mas ninguém sabe o que vai acontecer depois de 2012, quando termina o prazo estabelecido do Protocolo de Quioto para o comércio das Reduções Certificadas de Emissão – CERs (Certified Emission Reductions).
 
Prefiro adotar uma visão mais otimista. Minha conclusão sobre a reunião em Copenhague é que, mesmo não tendo saído um acordo que satisfizesse o mundo, o assunto ganhou outro patamar de discussão. Em todo planeta ficou evidente que que a redução de emissões é necessária. Estados Unidos querem um acordo. China quer um acordo. Todos querem cuidar dessa questão. A COP 15 mostrou ao mundo isso, não numa velocidade que gostaríamos, mas em algum momento atitudes para a redução de emissões terão que ser tomadas. Isso inclui comprar créditos de carbono e investir pesado em projetos de energias renováveis, por exemplo.
 
Os preços das CERs permaneceram estáveis mesmo depois da crise. E agora, após a reunião em dezembro o mercado também se manteve firme: se não aconteceu o tão esperado boom do mercado, no mínimo os preços não caíram.
 
É por isso tudo que esse é o melhor momento para as empresas se prepararem. O processo de aprovação de um projeto passa por muitas etapas e leva cerca de um ano e meio. Se as organizações ficarem esperando as decisões dos governos sobre o assunto para então pensar em projetos poderão perder o momento. Ao contrário, as empresas que já estão nesse mercado e as que já estão com projetos, terão tudo pronto para atuar a todo vapor.
 
Aqui no banco já estamos trabalhando com o mercado de carbono de ponta a ponta, desde o planejamento, fazendo assessoria e orientando, até o comércio dos créditos.
 
Esse é o momento para se preparar para esse futuro tão próximo. E o Brasil tem um grande potencial para esse mercado, principalmente para projetos em fontes renováveis de energia, como pequenas centrais hidrelétricas, energia eólica e biomassa.
 
Se você quiser saber mais sobre o mercado de crédito de carbono e o que fazemos nesse setor, conheça a nova página sobre o tema aqui no site.
 
Abraços,


Maurik Jehee

Maurik Jehee é superintendente de Corporate e Investment Banking do Banco Real


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